Onisciente Coletivo: Temos Preferido O Inconsciente Coletivo?
MargareteRibeiroSalomao
あらすじ
Uma comparação ilustrativa de nossa condição inconsciente poderia ser o fato de sonharmos que estamos acordados, enquanto dormimos. Não percebemos a diferença entre nossa essência genuína e a ação de nosso ego ou personalidade. O autojulgamento e a consequente depressão ou tristeza decorrentes da autopercepção do ego acontecerá a quem ainda se identifique com o próprio ego. O julgamento sempre partirá do próprio ego. O sentimento de culpa é egocêntrico e, com certeza, o ego o utilizará para se reforçar e se mostrar disposto ao autossacrifício e às demonstrações de santificação. Porém, o ego é autodefensivo e suas atitudes jamais serão altruístas. Todavia, ao descobrirmos que nunca houve a separação entre nós e a fonte, passaremos a nos identificar com a plenitude que faz morada em nós. Nesse caso, suspenderemos qualquer julgamento, por entendermos que os egos influenciem seu entorno e recebam de volta as reações às suas atitudes, jamais havendo culpados ou vítimas. Sem julgamentos, ao perscrutarmos nossas ações, somos o todo a se ver.O ego é um tipo de armadura bélica, com a qual "nos vestíssemos", para agirmos no mundo e para nos relacionarmos com as pessoas. Entretanto, ele não é quem somos. Estarmos conscientes de nossas ações significa fazermos o máximo que um ser humano possa fazer, no mundo. A consciência de nós iluminará e dissipará a malignidade da inconsciência de nós, amenizando o caos das relações humanas e freando as elevadas estatísticas de incidência de doenças malignas, no planeta. Elas têm nos maltratado, além dos limites indissociáveis da natureza limitante, da vida na matéria. O capítulo Exercícios de Limpeza irá nos fornecer dicas, para chegarmos aos recônditos mais inconscientes, em nós mesmos. Nunca nos esqueçamos que a consciência de nós só aconteça na observação neutra e não julgadora de nossa ação egocêntrica. O ato de buscarmos diferentes formas de flagrarmos as ações egocêntricas mais escondidas e mais bem disfarçadas de nós significa encontrarmos novas chances de trazermos ao mundo a criatividade da fonte divina. A presença de um julgamento denunciará a inconsciência de nós, ou seja, sempre que houver um julgamento, poderemos saber estarmos submetidos às ações de nossos respectivos egos. Eles são inconscientes de nossa grandeza genuína e a tudo irão julgar. Apenas temos que saber que o ego não seja quem somos, para nos posicionarmos no estado calmo e assertivo, concernente à essência da fonte, da qual somos feitos.É relaxante a descoberta de que, de modo geral, salvo raras exceções, todos nós estejamos inconscientes, não havendo alguém melhor do que o outro. Não existe alguém que seja digno de nos apontar o dedo ou nos acusar de que sejamos menos do que ele. É o comportamento discriminador que denunciará a ação do ego ou da inconsciência de nós (ambos são a mesma coisa). Embora, possamos acordar da inconsciência de nós, agora mesmo, bastando que observemos a ação de nosso próprio ego, sem julgá-lo. O despertar da inconsciência de nós nos permitirá a sabedoria de que uma pessoa somente nos olhe como alguém que fosse menos do que ela, por ser esse o papel de seu ego. Sabemos que julgamentos e acusações sejam funções egocêntricas e, por conseguinte, inconscientes. Segundo estudiosos místicos, o mal que há no mundo resulta de nossa sintonia inconsciente, relembrando que essa condição seja coletiva, sempre. Apenas temos a impressão de que haja inconsciência individual, mas nossa sintonia é automática, se estivermos nesse estado. Em contrapartida, a "sintonia consciente universal" também é instantânea.É incrível que o ego tenha a pretensão de nos fazer distintos e separados dos demais, enquanto nos jogue na "lama inconsciente coletiva", onde a humanidade tem se "chafurdado". Parece forte essa assertiva, porém, em nossa inconsciência de nós, temos nos misturado aos criminosos perversos e aos tarados indignos. O inconsciente coletivo é como uma "estratosférica banheira de imundície.