あらすじ
"Feitiço do Tempo" é um filme, cujo personagem principal percebera a repetição de um mesmo dia, indefinidamente. Somente ele percebia o recomeço de mesma data, a cada manhã. Por algum tempo, Phil se valera de sua posição privilegiada, como único conhecedor do processo repetitivo, explorando adjacentes. Independente de seus aparentes ganhos, o novo dia recomeçava, como se nunca houvera existido. Embora a repetição se refira ao período de um dia, o enredo nos remete às nossas reencarnações diárias, em nossas histórias de vida. Seguimos a mesma rota de fuga do agora, inúmeras vezes, a cada dia, não importando distâncias percorridas ou anos vividos, desde o início das civilizações. Depois de muitos dias iguais, Phil perdera o interesse de se aproveitar de seus semelhantes e decidira ajudar aqueles à sua volta a resolverem os respectivos infortúnios. Afinal, ele os conhecia bem. Assim, a proatividade se instalara entre eles, levando-os a acessarem a dimensão do instante zero, e um dia totalmente novo amanhecera. Semelhanças ocorrem conosco, mas as desconhecemos, por estarmos inconscientes da verdadeira realidade. Sonhamos e, dentro do próprio sonho, sonhamos que dormimos e que acordamos, enquanto persistimos adormecidos.Esse é um filme estadunidense, de 1993, dirigido por Harold Ramis e protagonizado por Bill Murray, com roteiro de Harold Ramis e Danny Rubin. Hoje, ele compõe listas, como um clássico do cinema.Para darmos continuidade, ao nosso trajeto, rumo ao despertar da inconsciência de nós, torna-se importante a conceituação de diferenças entre "guru" e "mestre". Um lhe dirá frases prontas e o outro irá apontar para a verdade, mas ela está em todos os lugares, estando em mim e em você. Então, isso poderá não ser agradável. De modo imediato, poderemos encontrar semelhanças com a situação do remédio amargo, curando-nos, mas somente após determinado tempo. Para nos apontar a cura da inconsciência de nós, o mestre apontará para as "bridas das feridas do ego", para que as "debridemos" (como médica, prefiro a nomenclatura verbal "debridar", uma vez que o verbo "desbridar" costumava se referir à retirada do freio ou brida, um dos componentes de arreios para cavalos.)O instante zero é eterno. Nós temos a impressão de descontinuidade da realidade, por nos mantermos fragmentados e em rota de fuga de nossa inteira presença. Ainda não podemos perceber que nascimentos e mortes não representem inícios e finalizações. O despertar da inconsciência de nós nos permitirá a sabedoria de que uma pessoa somente nos olhe como alguém que fosse menos do que ela, por estar inconsciente de si mesma e por ser esse o papel de seu ego. Segundo estudiosos místicos, o mal que há no mundo resulta de nossa sintonia inconsciente, relembrando que essa condição seja coletiva, sempre. Apenas temos a impressão de que haja inconsciência individual, mas nossa sintonia é automática, se estivermos nesse estado. Também é instantânea a "sintonia consciente universal" ou Onisciente Coletivo.É incrível que o ego pretenda nos fazer distintos e separados dos demais, ao mesmo tempo em que nos mantenha em sintonia inconsciente coletiva. Imaginemos a contradição de nosso banho diário e de nossos caríssimos perfumes, enquanto nos mantemos mergulhados na estagnação pútrida da inconsciência coletiva. Os jornais nos mostram nossa aberração inconsciente, diariamente, mas não nos reconhecemos na trajetória humana, cujo delineamento aponta para um tipo de precipício. O lado bom é que podemos mudar a sintonia, para a conexão à nossa integração, nesse instante.Sobretudo é libertador a descoberta de não haver algo que nos deprecie, relativamente, ao restante da humanidade, não havendo nem sequer uma pessoa que não tenha ego. Segundo histórias budistas, em seu leito de morte, Buda pedira aos discípulos, para não olvidarem auxílio ao despertar global da inconsciência de nós. Ele lhes avisara que, através dos portões do paraíso, somente entrarão todos ou nenhum.