あらすじ
Esse livro representa um tipo de "Fio de Ariadne", para nos levar ao despertar da inconsciência de nós. Será uma grande sorte, se o lermos, em outras reencarnações. A descrição é elaborada e, às vezes, repetitiva, pois os exercícios de autoconhecimento precisam ser repetidos, incontáveis vezes, a cada dia.Por enquanto, aquilo que acreditamos que corresponda à palavra "agora" não é a presença vibrante e inefável, pois são repetições de condicionamentos padronizados. Nosso modo sistemático de agir decorre de um tipo de anestesia da alma, mas desconhecemos nossa inconsciência. O resultado é o mal que fazemos ao planeta e à vida que ele abriga. Mais de quatro bilhões de anos, após o começo da vida, na Terra, somos os primeiros seres inteligentes. Ainda estamos em fase recente e rudimentar, no aprendizado de nós mesmos. A criatividade humana se restringe ao nível tecnológico, unicamente, direcionado à nossa instalação mecânica, no mundo. Quanto às dimensões existenciais mais relevantes, ainda "engatinhamos". Nossa ganância tem nos conduzido ao ápice de nosso poder destruidor. Estamos adormecidos, para a dimensão atemporal.Nossos caracteres de personalidade se aglomeram em torno de nós, como peças de um "quebra-cabeças". Mínimas falhas acontecem nas linhas de colagem e nos permitem raros vislumbres de consciência. Ainda nos esgueiramos, em pífios "rasgos", de onde parcos raios de sapiência nos fazem perceber a nossa "escuridão", no sentido de não termos esclarecimento de nossa condição especial. A superfície da Terra reveste a camada, denominada Manto Terrestre. Em relação ao nosso ser, também fixamos morada na camada mais exterior, semelhante a um manto ou véu, composto da personalidade e sua atividade remodeladora, de nossos aspectos. Então, sem sabermos, um tipo de "máscara customizável" encobre nossa essência genuína e nos esconde do próprio olhar.Incessantemente, "recosturamos" e refazemos a teia ou trama, de nosso ego ou personalidade, sempre em busca de nos melhorarmos. Uma comparação ilustrativa seria às colchas de retalhos.Experiências passadas e arquivadas no inconsciente ditam os caminhos da mente comum. Sem sabermos bem o que fazemos, continuamente, repetimos velhos padrões comportamentais, como se estivéssemos aprisionados, seguindo sempre o mesmo circuito fechado, sem possibilidade de renovação. Presos às regras preestabelecidas, temos impedimento de acesso a todas as nossas aptidões e talentos.O drama e a delícia do ser humano advêm do fato de nosso ego nos esconder de nós mesmos, aparentando-nos que ele seja quem somos. Ele é feito de características, meramente, idealizadas e não autênticas. Portanto, ao nos posicionarmos na personalidade, damos um passo de afastamento de nosso centro de verdade. Esse passo para trás nos confere o espaço, necessário para nos vermos. Somos a única espécie que tem o dom de nos afastarmos de nós mesmos e, assim, podermos nos ver, no sentido de despertarmos da inconsciência de nós. Quando isso acontecer, seremos a consciência a se ver, através de nossos olhos. Afinal, a consciência é plena e abrange a tudo, incluindo em si a capacidade de se ver. Se quisermos presenciar a sabedoria pura, teremos de nos soltar do controle de nossa arraigada personalidade. Sistematicamente, ela adiciona ou reprime, em si mesma, aquilo que resulta de nossa contínua análise separativa que classifica e julga tudo o que vemos ou percebemos, fora de nós mesmos. Ela vem de fora de nossa essência e não é o eu real. Podemos nos ver, desapegadamente, agora mesmo. Nenhum esforço é necessário. O paradoxo que nos impede a autorrevelação é que o cérebro não para, nem sequer no sono, pois sonhamos, enquanto dormimos. Conhecemos ínfima fração de quem somos. Vivemos fragmentados, retirando e escondendo partes de nós, enquanto, ao mesmo tempo, "remendamos" outros pedaços, vindos de fora. É contínuo o nosso processo separador, entre mais e menos, bonito e feio, bom e malvado...