あらすじ
“Quando nos deparamos com imagens que evocam emoções, sentimentos e imaginação sabemos que estamos a experienciar arte. Quando eu descobri o trabalho do Ricardo fui subitamente transportado para o momento da criação, vi-me, senti-me e imaginei-me dentro das obras. Um espectador de um breve encontro. Sozinho com todos, porém não solitário. Vivo na presença de todos e no entanto um fantasma espectador. Obras cinematográficas, muitas vezes surreais e sempre evocativas que nos transportam para o infinito. O espreitar por detrás da cortina. Quando eu falei pela primeira vez com o Ricardo sobre a sua técnica de utilizar múltipla exposição para enfatizar a sua expressão, eu sabia que as camadas e profundidade eram para mim visualmente literais. Permitindo ao espectador criar a sua própria história, o seu próprio filme dentro da imagem. Sinto-me transportado novamente para Ingmar Bergmans”Seventh Seal” ou Jules Dassin’s”Rififi” ou a correr com Welles no “The Third Man”. As imagens a preto e branco do Ricardo são intemporais, tudo com todos é possível, cidades desconhecidas porém familiares apressam-se a receber-nos e engolem-nos inteiros. Temos permissão para nos perdermos no meio da multidão, para descobrir no nosso reflexo uma nova expressão, uma nova cara. Eu sinto-me em casa com as suas imagens, apenas eu soubesse encontrar o meu caminho para casa.” “Christopher Murphy”

