Mikhail Bakhtin, ao analisar a obra de Dostoiévski, ressignifica o conceito musical de polifonia, como vozes e consciências em tenso diálogo. Este livro, adaptação de uma dissertação de mestrado e das discussões do grupo de pesquisa GEDISC/UFLA/CNPq, parte dessa compreensão para analisar um acontecimento da cultura popular, no contexto de uma corporação musical. Discute o aparente caos do pré-ensaio da orquestra como essa relação de vozes e consciências que mutuamente se (re)constroem enquanto acontecimento cronotópico.