A PELE DA PITANGA (3ª EDIÇÃO) | LIVRO FINALISTA PRÊMIO JABUTI 2022
JéssicaIancoskiEugêniaUniflora
あらすじ
"Na vermelhidão de advérbios, carnívora talvez e vinda tão de dentro, a palavra nesse A pele da pitanga, se apresenta escancarada e incisiva: vai escarafunchar aqueles meandros mais escondidos, vai cutucar as certezas ocas das vozes mansas e se esgueirar por aqueles recônditos que, às vezes (para preservar confortos) alimentam complacência e indiferença. Não aqui, não a partir daqui, porque essa poesia é artefato de denúncia e não teme expor questões que pulsam pedindo atenção. É preciso dizer, às pessoas perceptivas, que desejam transformar percepções em ação, que a máxima é a de que todos os tempos são de luta: reafirmar identidades, promover humanidade, instaurar políticas de descolonização, proteger quem precisa de reconhecimento, respeitar diferenças e vivências, denunciar injustiças, apagamentos e a violência dos discursos de poder. Nessa trajetória, contarmos com a Arte como nossa aliada. Assim, sob a pele de Eugênia Uniflora, é essa a proposta da poeta Jéssica Iancoski, que articula meios de reflexão para um estado de consciência, visibilidade e cuidado. E se rebela e se revolve a terra, e diz de esperança, e desmascara sombras e matanças, lamenta num teor poético que, ao mesmo tempo, ressuscita, empolga, revigora nosso olhar. Uma poesia do grão, da semente, da brotação. Uma poesia do céu, das estações da terra, do alimento, dos corpos e da fertilidade. Pensar caminhos, desde tudo que corresponde ao ancestral até o presente – que sejam bonitos e dignos. Que sejam poéticos. Ninguém mais Iracema, ninguém mais levando o (nosso!) céu ̶ falemos agora e sempre de Vidas. É ofício de poeta promover florescimentos. Pois deixe-se, aqui, florescer." Luci Collin