あらすじ
O Maldito Pintor!, levado por seu amor e seu desejo por uma bela e triste mulher, esposa de um Desembargador da Relação do Porto, acaba de perder a alma. E perdeu-a porque cedeu ao pedido da linda mulher de que bipolarizasse um quadro que havia pintado com uma paisagem de Istambul. O objetivo da doce Ermelinda Doze era trazer paz e tranquilidade para os espíritos ensandecidos dos seus dois filhos adolescentes e energúmenos. A partir daqui desencadeia-se uma trama trágica, por vezes cruel, mas sempre espiritualmente inspirada, de acontecimentos. A exemplo dos dois romances anteriores desta Saga dos Pintores Malditos, também muitos/as dos/as leitores/as deste Livro III certamente terão que segurar a respiração, não vão eles interferir na trama que a roda gigante traça nos destinos dos personagens. Este romance tem tudo isto e muito mais, e, além disso, está repleto, ainda que de forma comedida, de palavras, umas com acentos, outras sem, e de bastante pontuação. Efetivamente, há quase de tudo em neste romance, o que agradará até os/as leitores/as mais reticentes, incluindo aqueles/as que se incomodam com os sérios inconvenientes que o autor por vezes causa em seu redor. Com efeito, e verdade que NPdC não sabe cozinhar. E é também verdade que ele se recusa obstinadamente a aderir às redes sociais. Mas nem uma coisa nem outra diminuem as lições de natureza sócio-política, filosófica e artística que todos os/as leitores/as poderão extrair deste romance.