あらすじ
Mais de 10 anos se passaram desde sua promulgação e a efetivação da Lei nº 11.645/2008 – determinando o ensino da temática afro-brasileira, africana e indígena na Educação Básica – continua por se fazer em grande parte dos contextos escolares, provavelmente na maioria deles. A norma foi uma conquista significativa dos movimentos sociais e acadêmicos em busca de transformações sólidas e perenes nas relações étnico-raciais no Brasil, somando-se ao conquistado a respeito das temáticas afro e afro-brasileira. Entendem que só teremos êxito na construção de uma sociedade justa, igualitária e baseada no respeito pelas diferenças socioculturais se as questões estiverem na base dos currículos e na estrutura formativa de crianças e adolescentes. No entanto, ainda se faz necessário debater em detalhes algo aparentemente simples, porém, crucial: como efetivamente implementar a Lei. Os textos presentes neste potente livro incidem na questão colocada acima e vem em boa hora por basicamente dois motivos. O primeiro é óbvio, uma vez que quanto mais o tempo passa, mais distantes ficamos da promulgação da Lei e mais a desrespeitamos. Não se trata de desdenhar ou negligenciar os esforços bem sucedidos de discutir a importância, trajetórias, particularidades e protagonismos dos povos indígenas por meio de grupos de estudos, centros de pesquisas, laboratórios de ensino e publicações, tanto em escolas quanto em universidade. Mas, enquanto forem ações isoladas, frutos de trabalhos individuais ou de pequenos grupos, o problema persistirá.